sábado, 26 de novembro de 2011

POEMA INCONCLUÍDO





Eu te pergunto, Cidade,
grande e perdida em toda resposta,
pequena e inútil, quando te fala,
de verdade, um coração humano.
Sim, tu harmonizas o sangue 
com o meu, coletiva e singular,
tu és somente tu,
não és nada de mim,
não sabes de mim,
que eu não sou daqui e te pertenço,
e não me respondes nem me responderás :
Onde estará Joelina ?



(São Paulo, abril/2004)

segunda-feira, 14 de novembro de 2011

SEMPRE




Meu tempo é hoje 
Já foi amanhã
E será ontem.
Nada substitui o que é.
O novo não substitui o velho
 O moderno não destrói o passado 
As cidades são alicerçadas nas vilas 
O mundo envelhece como uma supernova.


(Palmares, abril / 2004)

sábado, 5 de novembro de 2011

QUANDO A GENTE AMA (Poema para Márcia)




quando a gente ama 
mil formas de querer 
o corpo proclama 
os dias se inventam 
de sóis infinitos 
tardes são frutos
de horas benditas 
e as noites se enfeitam
de estrelas ardentes 
um brilho sem fim 
explode olhares
as carnes inflamam 
peles luminosas 
e só alegrias 
os corações festejam 
nascidos de novo 
no tempo dos beijos 
na amplidão das carícias 
nas galáxias do gozo 
no prazer sem medida 
a vida é mais vida 
quando a gente ama 



(Palmares, 2004)