segunda-feira, 11 de janeiro de 2016

EM NOME DO SANGUE






À memória de José Benedito Correia, meu pai; 
e de Maria do Carmo Barbosa Correia, minha mãe. 



Meus pais cumpriram seu destino
E eu nasci como parte deles.
Viveram o seu tempo
Completaram o ciclo de suas vidas
E não apenas morreram.
Eles foram enterrados
Em um túmulo de terra fria ou quente
- de acordo com os ventos dos dias
e as estações dos anos -
No Parque das Palmeiras dos Palmares.
Eles estão vivos
Em cada milímetro
Da memória do meu sangue.
E vivem para sempre
Em cada palavra que pronuncio
Em cada verso que escrevo
Nas estrofes e no poema inteiro
Psicografado pelo coração
Perpetuando os seus nomes.    



(Olinda, 8 / julho / 2006)