quarta-feira, 22 de outubro de 2014

INVEJA





Não posso me orgulhar
de santidade
de coração mais puro
- provador na dor no desengano
  nos amores vividos -
da mente aberta e livre
sem limites e sem fronteiras.  
Tenho dentro de mim
o bicho da inveja
(não é a inveja
dos grandes poetas
dos nomes eternizados
nas Letras e nas Artes
milhões de vezes
melhores do que eu),
essa espécie de doença
que corrói e mata
e golpeia sem medida
todo coração.  
Invejo as mãos e a habilidade
de ciência agrícola
do meu tio Manuel  
e do negro velho Cosme
que sabem namorar a terra
germinar sementes
 florescê-las e frutificá-las.    




(Jardim Atlântico, Olinda /
 junho 2005)  


Um comentário:


  1. Boa noite nobre amigo e conterrâneo, juareiz correya. Hoje conheci uma velha amiga vossa. Sobrinha de Hermílio Borba Filho. Acho que é sobrinha neta. Ela trabalhou na biblioteca de Palmares e 1965 e falou que foi Portela que arrumou o emprego para ela. Nome dela é Lindalva. Mostrei-a uma imagem sua e a mesma indagou com muita felicidade. Ele não mudou nadinha. Boa noite. Ela falou que sua mãe é Dona Lurdes mãe de Ana. 

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