sábado, 2 de junho de 2018

DIA GENTE






Os dias são de carne e osso. 
Figuras desagradáveis  
Vazias inexistentes 
Paisagem sem vida 
Ou uma pessoa tão  luminosa 
Que desfaz num gesto 
A doída desumanidade da semana. 



Quando a gente se ama
Uma noite apenas 
Vale todos os dias 
Do mês perdido 
E da agonia das horas 
Que move o calendário cotidiano.   



(Casa Amarela / Recife, 
janeiro 2008) 

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