sexta-feira, 13 de abril de 2012

MONÓLOGO A DOIS




Sim, não diga não.
Não diga não nunca jamais.
Deixe a minha mão errante 
Chegue entre passeie adiante 
Deslize pela tua pele nua
Descubra pousos em tuas reentrâncias 
A carne pronta macia veludosa 
Doce dádiva tua entrega sem disfarce 
Sem recusa acidente qualquer errância 
Sem susto na noite nunca distante 
Deixe que os meus toques anunciem
E descubram nossos corpos amantes 
Sem nenhuma palavra temerosa
Sem nenhuma palavra a mais ou a menos.
Não, não diga nada, meu amor. 



(Palmares, 2004)

Nenhum comentário:

Postar um comentário