domingo, 23 de outubro de 2011

O FALO E A FALA




A mulher 
(simples operária,
amante eventual 
encontrada num domingo
na Praça da República),
sem leitura 
ou qualquer literatura,
debruçada sobre o corpo nu dele,
sentindo no rosto 
as pulsações eróticas 
do músculo do amor erguido,
disse ao poeta o seu poema :
parece um coração.  


(Palmares, 2004)

Nenhum comentário:

Postar um comentário