quarta-feira, 17 de novembro de 2010

A MÁRCIA ARTE

não quero mais ler
quero ler-te
pronunciar-te
rabiscar
escrevinhar
com a minha língua
teu nome
linguar-te
lamber-te
eme a erre cê i a
Márcia
macia carne
corpo tenroso
terrena tela
para pintar-te
como eu pinto
meu pau aceso
encaralhar-te
escrevendo em fogo
dentro de ti
o meu e o teu nome
para sempre
me fazendo eterno
e tua eternidade



(Palmares, maio / 2002)

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